Natural de Abreu e Lima, o flautista pernambucano James Strauss segue um caminho de incríveis realizações internacionais. Neste ano, além de ser laureado com a Medalha de Ouro Mozart da Mozart Gemeinde Wien – concedida pela sua gravação da obra completa de Mozart para flauta – o músico radicado na Áustria fará, no dia 15 de novembro, um concerto especial dos seus 50 anos de vida e 40 anos de carreira no Salão Dourado do Musikverein, em Viena — um dos palcos mais lendários da música clássica, onde já se apresentaram brasileiros ilustres como Nelson Freire e Antônio Meneses , além da OSESP com o maestro John Neshling. No programa, obras de Bach, Bloch, Saint-Saëns, Fauré e Antonio Santana, apresentando-se ao lado de Etni Molettonnes (flauta), Soohyun Nam (violoncelo), Yulia Savrasova (mezzosoprano), Aleksandra Szmyd (soprano) e da Capella Istropolitana, sob a regência de Vasilis Tsiatsianis.
“Chegar ao Musikverein é celebrar a vida e agradecer ao Brasil, à minha terra e ao meu povo por tudo o que me tornaram”, afirma James Strauss. “Nasci em um lugar simples, cheio de gente trabalhadora e criativa. Tudo o que conquistei foi com muito esforço e fé. Estar no Musikverein é um sonho que começou lá, nas ruas do meu Nordeste”, complementa.
Embaixador da Paz da ONU (por conta do seu trabalho desenvolvido com crianças e adolescentes na Venezuela), James Strauss é artista exclusivo da Universal Music, através da qual irá lançar, ainda em 2025, três álbuns: Projeto Carl Nielsen, As Quatro Estações de Vivaldi e Tributo a J.S. Bach. Atualmente, é professor na Wien Musik Akademie (Áustria) e no Centro Superior de Música da Galícia (Espanha).
Programa com estreias mundiais
Três estreias mundiais estão sendo especialmente preparadas para o concerto de celebração de James Strauss. Unindo tradição, descoberta e criação contemporânea, o programa irá trazer Als ihre Augen kaum ich gesehen (Seus lindos olhos mal que me viram), de Ludwig van Beethoven. Será a estreia de uma versão para soprano, flauta e orquestra, revelando uma faceta pouco conhecida do gênio de Bonn e ressaltando o lirismo de uma de suas canções mais delicadas. Fantasia, de Carl Frühling, terá estreia mundial em versão orquestral, adaptada e preparada a partir do manuscrito original. A obra, redescoberta recentemente, ganha nova vida neste concerto, marcando o renascimento de um compositor vienense cuja elegância e sensibilidade merecem redescoberta.
Dedicada a James Strauss, Suite Brésilienne, de Antonio Santana, também ganha estreia na versão orquestral. Santana é um compositor brasileiro contemporâneo, cuja obra se destaca pela fusão entre a linguagem sinfônica e os ritmos e cores da música popular brasileira. Sua escrita combina sofisticação harmônica, energia rítmica e lirismo melódico, em um estilo que dialoga com a tradição europeia sem perder o sotaque latino.
“Quis que este concerto fosse uma celebração viva da música — do passado que nos formou e do presente que ainda se escreve. Beethoven, Frühling e Santana representam três mundos diferentes unidos pela mesma emoção”, afirma James.
Pernambucano que brilha pelo mundo
Flautista brasileiro de renome internacional, aclamado por seu talento diferenciado e interpretações emotivas, James Strauss é considerado “o Lang Lang da Flauta” e um autêntico representante latino da Escola Francesa de Flauta, conquistando reconhecimento mundial por sua técnica e sensibilidade. Em Paris, teve o privilégio de tocar para dois dos maiores flautistas do século XX — Jean-Pierre Rampal e Alain Marion —, mestres que marcaram profundamente a sua formação.
Como artista da gravadora Universal Music Group, lançou uma coleção de CDs destacando a sua flauta virtuosa ao lado de artistas renomados. Suas gravações receberam ampla aclamação e foram transmitidas em programas de rádio internacionais, consolidando a sua reputação como uma das principais figuras do cenário da música clássica.
Atualmente radicado em Viena, Strauss desenvolve uma carreira multifacetada como solista, recitalista, músico de câmara e professor. Sua paixão pela música contemporânea e por repertórios pouco convencionais, aliada à sua excepcional arte, continua a elevá-lo como um dos artistas mais brilhantes da sua geração. Por meio de aulas e masterclasses, Strauss compartilha o seu vasto conhecimento, sendo amplamente elogiado por seu ensino inspirador e sua visão musical. Ele continua a encantar plateias ao redor do mundo, deixando uma marca indelével no panorama da música clássica.
Foto: divulgação.






