A Sala Cecilia Meireles, um espaço FUNARJ, apresenta na próxima terça-feira, dia 1º de julho, às 19h, dentro da Série Piano na Sala, com o apoio do Consulado da Itália, o pianista italiano Christian Leotta. No repertório, três sonatas de Beethoven.
Christian Leotta nasceu em 1980 na cidade de Catania, é reconhecido internacionalmente por sua interpretação das 32 Sonatas para Piano de Beethoven, que gravou e executou ao vivo em menos de um mês. Iniciou os seus estudos aos sete anos, formou-se no Conservatório de Milão sob orientação de Mario Patuzzi, e foi aluno de Karl Ulrich Schnabel. Aperfeiçoou-se na Theo Lieven International Piano Foundation e na Tureck Bach Research Foundation, em Oxford, com Rosalyn Tureck. Também estudou Literatura e Filosofia na Universidade Estatal de Milão. Iniciou oficialmente a sua carreira em 2002, aos 22 anos, em Montreal.
PROGRAMA
Beethoven e a evolução da Sonata para o piano
Sonata para Piano em Dó Maior, WoO 51
I. Allegro
II. Adagio
Composta por volta de 1797, a Sonata WoO 51 é uma obra curta e pouco conhecida, mas revela o estilo característico do primeiro período de Beethoven. Acredita-se que o compositor planejava um terceiro movimento, mas a obra permaneceu incompleta, sendo publicada postumamente. Hoje, a WoO 51 é valorizada como uma joia rara, oferecendo um vislumbre do processo criativo do Beethoven.
Sonata para Piano nº 21 em Dó Maior, Op. 53 (Sonata Waldstein)
I. Allegro con brio
II. Introduzione. Adagio molto
III. Rondò. Allegretto moderato – Prestissimo
Composta entre 1803 e 1804 e dedicada ao conde Ferdinand von Waldstein, a Waldstein é uma das sonatas mais grandiosas e virtuosísticas de Beethoven. Destaca-se por seu primeiro movimento (Allegro con brio), cheio de energia e inovações harmônicas, e pelo sublime Adagio molto, que antecede o finale. A Waldstein simboliza a transição para o período “heroico” de Beethoven, combinando técnica exigente e profundidade expressiva. É uma obra-prima do repertório pianístico.
INTERVALO
Sonata para piano n° 32 em Dó menor, Op. 111
I. Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
II. Arietta. Adagio molto semplice e cantábile
Última sonata do compositor (1822), a Op. 111 sintetiza a sua evolução artística, com apenas dois movimentos contrastantes: um Maestoso-Allegro dramático e uma transcendente Arietta (tema com variações). Escrita no período tardio de Beethoven, reflete as suas surdez total e introspecção, mesclando fuga barroca, expressão lírica e rupturas formais. Considerada uma “despedida” do piano, a Op. 111 influenciou compositores como Schubert, Brahms e até a música moderna, pela sua ousadia visionária.
SERVIÇO
Quando: 1º de julho, terça-feira, às 19h
Onde: Sala Cecília Meireles (Rua da Lapa, 47, Centro, Rio de Janeiro)
Ingressos: R$ 40,00 (R$ 20,00 meia) / à venda na bilheteria da Sala e por meio do seguinte link > https://shre.ink/xNq4
Foto: divulgação.






