Na Sala, música de câmara com piano e cordas

A Sala Cecilia Meireles apresenta na sexta-feira, dia 1º de agosto, às 19h, dentro da Série Música de Câmara, Bernardo Santos (piano) com trio de músicos do Quarteto Atlântico: Ivan Scheinvar (violino), Luiz Felipe Ferreira (viola) e Bruno Valente (violoncelo). No repertório, obras de Enrique Granados, Franz Lizst, Heitor Villa-Lobos e Camille Saint-Saëns, em diferentes abordagens da escrita pianística entre os séculos XIX e XX.

Bernardo Santos é um dos pianistas portugueses mais ativos da sua geração, com apresentações em mais de vinte países e em salas como a Casa da Música, Palau de la Música Catalana, Tonhalle Düsseldorf, National Concert Hall (Dublin), Sala São Paulo e Teatro Degollado (México). Como solista, colaborou com orquestras como a Orquestra Filarmônica Portuguesa, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquesta Metropolitana de Barcelona, Orquestra Filarmônica do Norte da Chéquia, entre outras. Atuou sob a direção de regentes como Carlos Vieu, Ligia Amadio, Jean-Marc Burfin, Gregor Böttcher, Guilherme Mannis, Rui Miguel Marques e Silvio Viegas. Tem discografia dedicada a compositores como de Falla, Ruy Coelho, Dvorak, Saint-Saëns e Piazzolla, e mantém intensa atividade camerística e internacional.


Enrique Granados
Allegro de Concierto, Op. 46

Esta peça combina o Romantismo lírico com elementos da música espanhola. Sua escrita pianística exuberante exige técnica apurada, com passagens brilhantes e ornamentadas. A obra reflete a influência de Chopin e Liszt, enquanto antecipa o estilo nacionalista que Granados exploraria mais tarde.

Franz Liszt
Duas Lendas, S. 175
– São Francisco de Assis e a Predicação aos Pássaros
– São Francisco de Paula Caminhando Sobre as Ondas

Dedicadas aos dois santos, estas peças traduzem o misticismo em música através de harmonias impressionistas, texturas evocativas e um uso poético do piano, antecipando o simbolismo do final do século XIX. A primeira lenda é delicada e contemplativa, enquanto a segunda é dramática e virtuosística, refletindo a dualidade entre devoção e força sobrenatural.

Heitor Villa-Lobos
Bachianas Brasileiras N° 4
I. Prelúdio (Introdução)
II. Coral (Canto do Sertão)
III. Ária (Cantiga)
IV. Dança (Miudinho)

Escrita originalmente para piano e depois orquestrada, esta obra mescla formas barrocas com melodias e ritmos folclóricos, como o cantochão indígena e o baião. Dividida em quatro movimentos, destacam-se o Prelúdio (Introdução) e a Dança (Miudinho), fundindo erudição e tradição popular de forma genial.

INTERVALO

Camille Saint-Saëns
Quarteto com Piano em Si Bemol Maior, Op. 41

Elegância clássica e expressividade romântica: estas são as características desta peça, com destaque para o Adagio do terceiro movimento. A escrita pianística, que lembra um improviso de Chopin, e o diálogo intenso com o violoncelo, criando um clima de intimidade e paixão, mostram um Saint-Saëns mais emotivo.


Quando: 1º de agosto, sexta-feira, às 19h
Onde: Sala Cecília Meireles (Rua da Lapa, 47, Centro, Rio de Janeiro)
Ingressos: R$ 40,00 (R$ 20,00 meia) / à venda na bilheteria da Sala e por meio dos seguinte link > https://shre.ink/x9yn


Foto: divulgação.