Nesta sexta, Clara Sverner lança novo álbum em Brasília

Duas vezes indicada ao Grammy Latino e vencedora de diversos prêmios nacionais e internacionais, a pianista Clara Sverner consolidou a sua formação musical estudando no Conservatório de Genebra, na Suíça, e no Mannes College of Music, em Nova York, nos Estados Unidos. Sua trajetória sempre esteve marcada pela dedicação e pela criteriosa abordagem estética sobre repertórios internacionais e brasileiros. Artista completa, com trânsito fluente na música clássica, a pianista lançou álbuns emblemáticos de música popular brasileira ao longo das últimas décadas e, desta vez, imprime o seu estilo lírico e introspectivo em seu mais novo álbum, Twelve Waltzes, que chega às plataformas digitais no dia 1º de agosto, sexta-feira. Comemorando o lançamento, a pianista fará, neste mesmo dia, um recital na Fundação Thomas Jefferson, em Brasília, apresentando peças do novo projeto, além de releituras de Ravel, Chiquinha Gonzaga, Francisco Mignone e Ernesto Nazareth.

Reunindo obras de diferentes compositores e períodos, Twelve Waltzes apresenta uma síntese do legado pianístico de Sverner, construído com interpretações que revelam a sua técnica precisa e uma impressionante coesão narrativa. Inspirada por essa sensação, selecionou composições que compartilhassem esse sentimento em diferentes perspectivas. Trouxe à luz interpretações únicas de Valse Triste, de Sibelius; La plus que lente, de Debussy; três Choro Waltzes, de Francisco Mignone; Morena, de Cristovão Bastos; e Valsa Só, de Ronaldo Miranda, além de cinco valsas de Chopin.

“Eu estava tocando a valsa nº 7 de Chopin e sentia uma certa melancolia entremeada ao ritmo de valsa… percebi que era o que mais me tocava e importava”, revela Clara. “Neste momento me veio a ideia de gravar valsas, com esse fio condutor. E fui à procura! As encontrei em algumas valsas de Chopin, ‘Valsa Triste’ de Sibelius , ‘Valsas Choros’ de Mignonne, ‘La plus que lente’ de Debussy, Ronaldo Miranda, e ‘Morena’, de Cristovam Bastos. Entreguei minha alma ao interpretá-las”.

A capa do álbum foi criada pelo seu filho, Muti Randolph, artista visual brasileiro reconhecido internacionalmente, que desenvolveu uma imagem fluida em movimentos e transparência, em inspirada alusão à valsa.

Clara Sverner, mais uma vez, presenteia o público com uma antologia de temas interpretados com alma e sensibilidade únicas. Algo que somente os grandes intérpretes podem fazer, com imaculada autoridade.


Capa do álbum (capa de Muti Randolph)

Chiquinha Gonzaga
Bionne
Athraente

Ernesto Nazareth
Tenebroso

Maurice Ravel
Sonatine
– Moderado
– Mouvement de Menuet 
– Animé

Cristovão Bastos
Morena

Francisco Mignone
Valsa nº 5

Frédéric Chopin
Valsa nº 7, Op. 64, nº 2
Valsa nº 10, Op. 69, nº 2
Scherzo nº 2, Op. 31


Quando: 1º de agosto, sexta-feira, às 20h
Onde: Fundação Thomas Jefferson (SEP-Sul, 706)
Ingressos: entrada gratuita
Duração: 60 minutos


Foto principal: Camilla Maia (na foto, Clara Sverner).