A Orquestra Sinfônica Brasileira apresentará, nos dias 25 e 26 de outubro, na Cidade das Artes, a edição Dinamarca da Série Mundo, que será marcada por um encontro entre o universo sinfônico clássico e as tendências sonoras contemporâneas. O ponto alto da noite será a estreia mundial de NEXUS, obra para marimba, orquestra e eletrônica, composta especialmente para o concerto pelos jovens Søren Due e Lucas Nancke, que figuram entre compositores dinamarqueses mais tocados da atualidade na cena eletrônica. A obra será interpretada pelo renomado percussionista dinamarquês com atuação internacional Ronni Kot Wenzell, sob a batuta de Neil Thomson.
Juntos, Søren Oliver Due e Lucas A.R. Nancke somam números impressionantes no cenário da música eletrônica global: mais de 460 milhões de streams em plataformas digitais e músicas presentes em conteúdos que ultrapassam 22 bilhões de visualizações nas redes sociais. Com lançamentos por selos como Sony Music e colaborações com artistas como Black Eyed Peas e Galantis, a dupla se destaca pela capacidade de unir sofisticação sonora e apelo popular, conquistando públicos de diferentes gerações e territórios.
NEXUS marca a primeira obra da dupla para o universo sinfônico. Foi concebida para explorar a versatilidade da marimba na interseção das linguagens musicais, e criada especialmente para Ronni Kot Wenzell, que, junto à OSB, levará o público a uma jornada dramática em que forças acústicas e eletrônicas colidem, fundem-se e se transformam em uma nova expressão.
“O público que queremos alcançar inclui tanto quem já aprecia a música clássica e busca novos desafios, quanto quem vem do universo eletrônico e tem interesse pelo sinfônico – ou, ainda melhor, aqueles que nunca tiveram contato com a música orquestral”, explicam Due e Nancke.
A obra é construída em torno de temas como conflito e resolução, e se desenrola como uma narrativa mítica: da fratura à fusão, da tensão à transcendência. Orquestra, texturas eletrônicas e o solista não apenas coexistem – eles se confrontam e se transformam mutuamente. O resultado não é um simples crossover, mas uma transformação. Uma nova forma de expressão sinfônica que convida o público a ouvir a orquestra de maneira diferente, a sentir a música eletrônica com nova profundidade e a experimentar a percussão em sua forma mais expressiva e essencial.
Obras de mestres consagrados promovem diálogo com novas vozes criativas
Além da estreia da nova obra, o programa inclui duas obras de grande relevância para a história musical da Dinamarca. A Abertura de Elverhøj (1828), de Friedrich Kuhlau, é considerada um dos pilares do Romantismo nacional dinamarquês. Escrita originalmente como parte de uma peça teatral, combina lirismo e energia, evocando o imaginário nórdico de florestas e lendas, e se tornou quase um símbolo musical do país.
No final da peça, Kuhlau cita o hino nacional dinamarquês. A inserção do hino, feita de forma nobre e triunfal, confere à obra um caráter patriótico e cerimonial, reforçando o seu simbolismo dentro do drama “Elverhøj”, que trata da união entre o povo e o rei. Por isso, o desfecho da composição se tornou um momento emblemático da música dinamarquesa, quase um manifesto nacional.
Já a Sinfonia nº 4, O Inextinguível (1916), de Carl Nielsen, é uma das obras mais emblemáticas da modernidade nórdica. Escrita durante a Primeira Guerra Mundial, a sinfonia reflete a crença de Nielsen na força indestrutível da vida e da arte, mesmo em tempos de conflito. Considerada um manifesto sonoro da vitalidade humana, O Inextinguível é hoje um dos marcos absolutos da música escandinava e uma das peças mais executadas do repertório sinfônico dinamarquês.
A direção artística e a regência do concerto serão do maestro britânico Neil Thomson, que traz como proposta um programa que representa tanto o Romantismo nacional quanto a modernidade emergente do início do século XX. Juntas, essas três obras conectam a herança clássica à inovação contemporânea. Uma grande oportunidade para o público conhecer diversas nuances da música da Dinamarca.
“Imagine a ‘4ª Sinfonia’ épica de Carl Nielsen ao lado de um concerto inédito escrito por ‘hitmakers’ do EDM com 20 bilhões de streams – as noites dinamarquesas serão explosivas”, afirma Ronni Kot Wenzell.
PROGRAMA
Orquestra Sinfônica Brasileira
Série Mundo – Dinamarca
Neil Thomson, regência
Ronni Kot Wenzell, percussão
Friedrich Kuhlau
Abertura Elverhøj, Op. 100
Søren Due e Lucas Nancke
Nexus, Concerto para Marimba, Orquestra e Eletrônica
Carl Nielsen
Sinfonia nº 4, “Inextinguível”, Op. 29
SERVIÇO
Quando: 25 de outubro, sábado, às 19h / 26 de outubro, domingo, às 17h
Onde: Cidade das Artes (Av. das Américas, 5300, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro)
Ingressos: Plateia > R$ 60 (R$ 30 meia) / Frisa > R$ 50 (R$ 25 meia) / Camarote > R$ 40 (R$ 20 meia) / Galeria > R$ 30 (R$ 15 meia) / ingressos à venda na bilheteria da Cidade das Arte e no site Sympla
Vendas antecipadas: https://bileto.sympla.com.br/event/111657
Foto: Vic Firth (na foto, Ronni Kot Wenzell).






