Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga estreia no Carnegie Hall, em Nova York

Marco histórico e cultural de Nova York, reconhecido por sua arquitetura, história e acústica, o Carnegie Hall será o palco da turnê internacional da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga. No dia 02 de novembro, 25 integrantes do grupo musical, formado exclusivamente por jovens mulheres instrumentistas, estudantes da rede pública do Rio de Janeiro, com idades entre 16 e 22 anos, apresentarão o concerto Sons do Brasil – New York. O concerto contará ainda com as participações especiais das cantoras Flor Gil, jovem neta de Gilberto Gil, e Manuela Korossy, soprano conhecida por seu timbre rico e notável maturidade artística.

Sob a regência de Priscila Bomfim, o concerto, que marca um novo capítulo na trajetória da orquestra, levará ao público norte-americano um repertório vibrante, com obras que transitam entre o popular e o erudito — homenageando compositores como Heitor Villa-Lobos, Tom Jobim, Baden Powell, Dorival Caymmi e, claro, Chiquinha Gonzaga. O concerto celebra não apenas o talento jovem feminino do Brasil, mas também a potência da música brasileira como ferramenta de transformação cultural e social.

Como parte da turnê americana, as integrantes da OSJ Chiquinha Gonzaga também participarão de masterclasses e de intercâmbios nas prestigiadas universidades Julliard e Columbia, na renomada Filarmônica de Nova York e em iniciativas inovadoras como o Harmony Project. A agenda não para por aí. Nos oito dias nos Estados Unidos, as Chiquinhas visitarão ainda o Metropolitan Opera e outros pontos turísticos da cidade de Nova York. Além do concerto no Carnegie Hall, haverá apresentações na cidade de Washington e no Consulado Brasileiro de Nova York.

“A Orquestra Chiquinha Gonzaga no Carnegie Hall é a prova viva de que a música nascida nas periferias pode conquistar o mundo. Estou imensamente feliz em ver nossas jovens musicistas mostrarem, neste palco tão especial, a força de sua arte. Elas carregam consigo o orgulho de suas famílias, de suas comunidades e de um país inteiro”, afirma Moana Martins, diretora-executiva da orquestra.

OSJ Chiquinha Gonzaga

Criada em 2021 com o intuito de ampliar a representatividade e a diversidade das mulheres instrumentistas, a OSJ Chiquinha Gonzaga tem em sua formação completa 52 integrantes. Esta será a primeira vez do grupo em solo norte-americano. O grupo já se apresentou na Espanha, França, Portugal e Suíça, e dividiu o palco com artistas como Elba Ramalho, Alexandre Nero, Toni Garrido, Maria Gadú, Mel Lisboa, Roberta Miranda, Mônica Salmaso, entre grandes nomes da música de concerto, como a soprano Angelica de la Riva e o tenor Eric Herrero.

O nome da orquestra é uma homenagem à primeira regente mulher do país, Chiquinha Gonzaga, uma mulher à frente do seu tempo, que usou a sua música como instrumento de voz, liberdade e oportunidade. O grupo simboliza a luta feminina e incentiva a reflexão sobre questões de equidade de gênero. O repertório da orquestra passeia por obras nacionais e internacionais.


Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga

Chiquinha Gonzaga em Cena – Sons do Brasil

Priscila Bomfim, regente
Flor Gil, cantora
Manuela Korossy, cantora

Sivuca
Feira de Mangaio

Alceu Valença
Anunciação

Baden Powell e Vinicius de Moraes
Berimbau

Dorival Caymmi
O que é que a baiana tem

Catulo da Paixão Cearense / Lupicínio Rodrigues / Tom Jobim
Luar do sertão / Felicidade foi embora / Wave

Tom Jobim
Garota de Ipanema

Heitor Villa Lobos
Prelúdio das Bachianas Brasileiras

Moana Martins
Suíte para Amazônia

Chico Buarque
Lilly Braun

Gonzaguinha
Nosso amor

Manuel Ferreira Lima
Diana no frevo

Chiquinha Gonzaga
Abre alas


Quando: 02 de novembro, domingo, às 19:30h
Onde: Weill Hall – Carnegie Hall (154 W 57th St, New York, NY 10019)


Foto: Rafael Ribeiro.