Theatro Municipal do RJ apresenta a ópera “Os Pescadores de Pérolas”

Julho é um mês de festa no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No dia 14, um dos maiores e mais importantes equipamentos culturais do país comemora 116 anos. E como de costume, a instituição está preparando uma variada programação gratuita para a população, incluindo o ensaio geral, às 19h, da ópera que não sobe ao palco da casa há duas décadas: Os Pescadores de Pérolas, de Georges Bizet, em homenagem aos 150 anos de falecimento do compositor.

Com o Patrocínio Oficial Petrobras, a nova montagem vai contar com Coro e Orquestra Sinfônica do TMRJ, além de solistas renomados como Ludmilla Bauerfeldt, Michele Menezes, Carlos Ullán, Caio Duran, Vinicius Atique, Homero Velho, Murilo Neves e Leonardo Thieze. A diretora cênica Julianna Santos assina também a concepção do espetáculo. A direção musical e a regência ficam a cargo de Luiz Fernando Malheiro. A estreia da ópera será na quarta-feira, dia 16, às 19h. A temporada segue ainda nos dias 18 (sexta), 24 (quinta) e 26 (sábado), às 19h. No domingo, 20, a récita será às 17h; e no dia 22, às 14h, o Municipal vai abrir as portas para o Projeto Escola Arte Educação Petrobras.

“Completar 116 anos é motivo de muita festa e, mais uma vez, vamos abrir as portas do Theatro Municipal, na segunda-feira, 14 de julho, com várias atrações gratuitas, e para encerrar o dia, o ensaio geral de ‘Os Pescadores de Pérolas’, com Coro e Orquestra Sinfônica da casa e um elenco de grandes solistas. Imperdível. Esperamos vocês” – comemora Clara Paulino, presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

“Nos 150 anos de falecimento de Georges Bizet, trazemos ‘Os Pescadores de Pérolas’, título que há 20 anos não é apresentado ao público do TMRJ. É uma alegria trazer de volta obra tão bela à nossa temporada artística oficial”, diz Eric Herrero – diretor artístico Fundação Teatro Municipal.

Sinopse

Coro do Theatro Municipal (foto: Daniel Ebendinger)

Situada na ilha do Ceilão (atual Sri Lanka), a ópera conta uma história de renúncia e sacrifício, e da amizade entre dois homens, Nadir e Zurga, ameaçada pelo amor de ambos pela mesma mulher, uma sacerdotisa hindu, Leila, por sua vez dividida entre seu amor por Nadir e seu voto de castidade.

Luiz Fernando Malheiro

Luiz Fernando Malheiro (divulgação)

É um dos principais nomes da ópera no Brasil, com mais de 60 títulos regidos. É diretor artístico e regente titular da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera. Foi diretor artístico do Theatro São Pedro, de São Paulo, e diretor de Ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Regeu as principais orquestras brasileiras e também no Festival de Ópera de La Coruña, Sinfônica de Miami, Sinfônica de Bari, Filarmônica Marchigiana, Ópera Nacional de Sófia, Sinfônica de Porto Rico, Teatro de Bellas Artes do México, entre outros. É o único brasileiro a ter regido integralmente O Anel do Nibelungo, de Wagner.

Julianna Santos

É bacharel em Direção Teatral pela UFRJ e destaca-se como diretora cênica com ampla experiência em importantes casas e festivais de ópera no Brasil. Em 2025, dirigiu As Bodas de Fígaro, de Mozart, no renomado Theatro Amazonas, durante o 26º Festival Amazonas de Ópera. No ano anterior, comandou a montagem de Cinderela, de Pauline Viardot, no Theatro São Pedro, em São Paulo, e na versão itinerante em cidades do interior paulista, projeto que recebeu elogios da crítica especializada.

Julianna Santos (foto: Stig de Lavor)

Em 2023, Julianna esteve à frente de produções relevantes como Carmen, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Così Fan Tutte, no Theatro Municipal de São Paulo, e a estreia mundial de O Machete, de André Mehmari, consolidando a sua presença nas principais temporadas líricas do país. Seu trabalho é reconhecido pela sensibilidade dramática e pela integração harmoniosa entre direção cênica e musical.

Entre seus destaques anteriores, figuram também a direção cênica de O Barbeiro de Sevilha (2022), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e a colaboração como assistente de direção em montagens de A Flauta Mágica e O Canto do Cisne. Além disso, em 2021, foi curadora da Mostra de Cinema Ópera Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte, e dirigiu produções online para a temporada Vozes Femininas, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, demonstrando versatilidade em diferentes formatos de apresentação.


Os Pescadores de Pérolas
Ópera de Georges Bizet (150 anos de morte)

Coro e Orquestra Sinfônica do TMRJ

Direção musical e regência: Luiz Fernando Malheiro
Concepção e direção cênica: Julianna Santos
Cenografia e figurinos: Desirée Bastos
Iluminação: Paulo Ornellas
Coreografia: Bruno Fernandes e Mateus Dutra

Elenco:
Nadir: Carlos Ullán (dias 14, 16, 20 e 24) e Caio Duran (18, 22 e 26), tenores
Leila: Ludmilla Bauerfeldt (dias 14, 16, 20 e 24) e Michele Menezes (18, 22, 26), sopranos
Zurga: Vinicius Atique (dias 14, 16, 20 e 24) e Homero Velho (18, 22 e 26), barítonos
Nourabad: Murilo Neves (dias 14, 16, 20 e 24) e Leonardo Thieze (18, 22 e 26), baixos


Arte: Clara Marins

Récitas: 14 de julho (ensaio geral, aniversário do TMRJ, com entrada gratuita) / 16 (estreia), 18, 24 e 26 de julho, às 19h / 20 de julho, às 17h / 22 de julho, às 14h (Projeto Escola)
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/n, Centro)
Duração:
1:45h + intervalo
Classificação: 12 anos
Ingressos: Frisas e Camarotes > R$ 90 (ingresso individual) / Plateia e Balcão Nobre > R$ 80 / Balcão Superior (Central e Lateral) > R$ 50 / Galeria (Central e Lateral) > R$ 20 / ingressos à venda na bilheteria do TMRJ e por meio do site www.theatromunicipal.rj.gov.br 

Antes de cada récita, haverá uma palestra gratuita sobre a obra e suas curiosidades, com a presença de um intérprete de libras.


Foto principal: Daniel Ebendinger.

Texto enviado pelo TMRJ.

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