Hoje o público da Round Chapel, em Londres, está ouvindo canto lírico em português. Isso porque artistas que figuram entre os principais nomes líricos do Brasil estão apresentando a ópera Auto da Catingueira, composta em 1969 por Elomar Figueira Mello. O evento é parte da temporada Brazil-UK, uma parceria da Embaixada Brasileira com o Instituto Guimarães Rosa.
O elenco é composto pela soprano Gabriella Pace, pelos tenores Giovanni Tristacci e Geilson Santos e pelo barítono Vinicius Atique.
André Heller-Lopes, diretor cênico da produção, propõe uma leitura dessa obra nordestina por meio de instrumentos barrocos. E isso ficou a cargo do Apollo Ensemble, de Amsterdã, que conta com uma orquestração de Henrique Gomide.
2026 tem sido um ano de plena atividade para Heller-Lopes. Antes da produção londrina, o encenador dirigiu o Roméo et Juliette, de Gounod, no Auditório de Tenerife, nas Ilhas Canárias. E de Londres ele vai para Tel Aviv, onde fará a direção de Nabucco, de Verdi.
Foto: divulgação.

Cofundadora do site Notas Musicais, é a correspondente no Brasil das revistas L’Opera (Itália) e Pro Ópera (México). Colabora, ainda, com a Opera Magazine (UK) e com o site L’Ape Musicale (Itália). Fez parte do júri das edições 2020 e 2022 a 2025 do Concurso Brasileiro de Canto ‘Maria Callas’ e é membro do conselho de Amigos da Cia. Ópera São Paulo. Em 2017, fez a tradução, para o português, do libreto da ópera Tres Sombreros de Copa, de Ricardo Llorca, para a estreia mundial da obra, em São Paulo. Estudou canto durante vários anos e tem se dedicado ao estudo da história da ópera e do canto lírico.





