Após quase três décadas, uma das mais celebradas orquestras do mundo retorna ao país nos dias 18 e 19 de outubro em um dos mais relevantes eventos filantrópicos e culturais do calendário brasileiro.
ATUALIZAÇÃO (07/04): A Tucca informa, via assessoria de imprensa que, “devido à alta demanda por informações sobre ingressos para os concertos da Filarmônica de Berlim em São Paulo, a TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer comunica que o cronograma de disponibilização de ingressos foi ajustado. A abertura da primeira fase, inicialmente prevista para 8 de abril, terá suas novas datas e etapas divulgadas na segunda quinzena de abril. Toda a arrecadação do maior concerto filantrópico do Brasil será destinada à criação de um fundo para aquisição de medicamentos de alto custo, beneficiando os pacientes atendidos pela TUCCA em parceria com o Santa Marcelina Saúde”.
São Paulo viverá um dos acontecimentos mais marcantes da sua história musical recente, com impacto direto na ampliação do tratamento do câncer infantojuvenil. Pela primeira vez em sua trajetória, a Filarmônica de Berlim, considerada por crítica e público a mais influente orquestra sinfônica do planeta, tocará na Sala São Paulo, em um evento com a renda destinada ao tratamento de crianças e adolescentes com câncer.
Mais do que receber uma das maiores orquestras do mundo, o projeto transforma um acontecimento cultural de escala internacional em mobilização em prol das centenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade atendidos pela TUCCA, em parceria com o Santa Marcelina Saúde. Juntas, as entidades oferecem tratamento com índices de cura comparáveis aos principais centros de referência do mundo.
“Trazer a Filarmônica de Berlim ao Brasil com esse propósito é transformar excelência artística em impacto direto na vida das crianças que atendemos. Cada concerto representa acesso a tratamento completo, com tecnologia, equipe especializada e cuidado integral. É a prova de que cultura e saúde podem caminhar juntas de maneira efetiva e, ainda, oferecer a melhor chance de cura para nossas crianças”, afirma o oncologista pediátrico Dr. Sidnei Epelman, presidente da TUCCA.
Serão duas noites de gala, nos dias 18 e 19 de outubro de 2026, em apresentações pela série Música pela Cura, promovida pela TUCCA, com a renda destinada ao tratamento das crianças e adolescentes; e, em parceria com a Fundação Osesp, com a realização de ações educacionais por meio da Academia de Música da Osesp.
“Receber a Filarmônica de Berlim na Sala São Paulo, agora em parceria com a TUCCA, é motivo de grande orgulho para nós. Trata-se de um projeto que une excelência artística, relevância internacional e compromisso social, valores que há mais de duas décadas estão no centro da atuação da Fundação Osesp”, afirma Marcelo Lopes, presidente e CEO da Fundação Osesp.
Sobre o concerto
“A presença da Filarmônica de Berlim neste projeto é simbólica em muitos níveis. Estamos falando de uma das maiores orquestras do mundo, com um programa de enorme força expressiva, em um contexto em que a música ultrapassa o palco e se conecta diretamente a uma causa urgente. É um encontro entre excelência artística e propósito, e que marcará tanto a cena cultural da cidade como a vida das crianças atendidas pela TUCCA”, destaca Bela Pulfer, diretora artística do Música pela Cura da TUCCA.
A última passagem da orquestra pelo país aconteceu em maio de 2000. Quase três décadas depois, o retorno da lendária formação alemã marca um momento histórico para a vida musical brasileira e para o público da capital paulista.
Fundada em 1882, a Filarmônica de Berlim construiu ao longo de seus 144 anos de existência um legado artístico que a tornou referência mundial em música sinfônica. Sob a liderança de regentes lendários como Wilhelm Furtwängler, Herbert von Karajan, Claudio Abbado e Simon Rattle, a orquestra consolidou um som característico — poderoso, refinado e expressivo — e passou a exercer forte influência sobre a música clássica no mundo.
Formada por cerca de 130 músicos, a Filarmônica realiza aproximadamente 250 concertos por ano, em Berlim e em turnês internacionais. Entre as suas singularidades, está o fato de que os próprios integrantes da orquestra participam das decisões artísticas do grupo e chegam inclusive a eleger o regente titular por votação secreta, uma tradição rara entre grandes instituições musicais.
Desde 2019, a orquestra é liderada pelo maestro Kirill Petrenko, um dos regentes mais respeitados de sua geração, conhecido por interpretações de grande intensidade e precisão musical. Antes de assumir o posto em Berlim, Petrenko foi diretor musical da Bavarian State Opera, onde construiu uma carreira amplamente celebrada.
Dois programas na Sala São Paulo
Para a sua passagem por São Paulo, a Filarmônica de Berlim apresentará dois programas distintos com regência do seu maestro titular, Kirill Petrenko.
18 de outubro de 2026
Johannes Brahms
Concerto para Piano nº 1
Richard Strauss
Assim Falou Zaratustra
*****
19 de outubro de 2026
Felix Mendelssohn-Bartholdy
Abertura As Hébridas
Edgar Elgar
Variações Enigma
Pyotr I. Tchaikovsky
Sinfonia nº 4
Na primeira data, a orquestra terá como solista o pianista Daniil Trifonov, um dos artistas mais celebrados de sua geração. O músico ganhou projeção internacional ao vencer o International Tchaikovsky Competition, aos 20 anos, e desde então se apresenta com as principais orquestras e regentes do circuito internacional, inclusive a Osesp, com quem tocou e gravou um disco recentemente.
São Paulo e TUCCA no circuito internacional da música clássica
Receber a Filarmônica de Berlim reforça o papel da cidade de São Paulo como um dos principais polos culturais do hemisfério sul, e o da Associação TUCCA como uma das principais organizações promotoras de eventos filantrópicos do país.
Inaugurada em 1999, a Sala São Paulo é considerada o principal palco da música sinfônica na América Latina e referência internacional em qualidade acústica. Sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), o espaço recebe cerca de 200 concertos por ano, atraindo mais de 200 mil espectadores.
Músicos brasileiros na orquestra
Embora seja uma instituição profundamente ligada à tradição musical alemã, a Filarmônica de Berlim reúne artistas de diversas nacionalidades. Entre eles está o violinista brasileiro Luiz Filipe Coelho, exemplo da presença cada vez mais relevante de músicos brasileiros no cenário internacional da música clássica.
Música pela Cura
Fundada em 1998, a Associação TUCCA para Crianças e Adolescentes com Câncer atua para ampliar as taxas de cura e melhorar a qualidade de vida de crianças e jovens em tratamento oncológico em situação de vulnerabilidade social.
Criado em 2000, o projeto Música pela Cura foi idealizado para garantir a sustentabilidade do tratamento integral e multidisciplinar oferecido às crianças e adolescentes atendidos pela instituição, em parceria com o Santa Marcelina Saúde.
Filarmônica de Berlim
Com mais de um século de história, a Filarmônica de Berlim possui uma das discografias mais extensas e premiadas da música clássica. Suas gravações receberam diversos reconhecimentos internacionais, incluindo Grammy Awards, Gramophone Awards e Echo Klassik, além de distinções da crítica especializada em todo o mundo. Ao longo das últimas décadas, registrou obras fundamentais do repertório sinfônico para gravadoras como Deutsche Grammophon e EMI. A orquestra também é pioneira na difusão digital da música clássica com a plataforma Digital Concert Hall, que transmite os seus concertos para o público em todo o mundo.
Kirill Petrenko
Regente titular da Filarmônica de Berlim desde 2019, o russo Kirill Petrenko é amplamente reconhecido pela crítica internacional por suas interpretações intensas. Sua carreira ganhou destaque em importantes teatros de ópera europeus, especialmente na Bavarian State Opera, onde foi diretor musical entre 2013 e 2020. Petrenko recebeu diversos prêmios da crítica alemã e europeia por gravações operísticas e sinfônicas, e é frequentemente convidado para reger algumas das principais orquestras do mundo. Sob a sua liderança, a Filarmônica de Berlim segue ampliando a sua presença internacional em turnês e gravações.
Daniil Trifonov
Considerado um dos pianistas mais virtuosos de sua geração, Daniil Trifonov ganhou reconhecimento internacional ao vencer o International Tchaikovsky Competition em 2011. Desde então, tornou-se presença frequente nas principais salas de concerto do mundo, colaborando com orquestras como a Filarmônica de Berlim, a Filarmônica de Nova York e a Orquestra de Paris. Suas gravações para o selo Deutsche Grammophon receberam importantes distinções da crítica, incluindo Gramophone Awards e indicações ao Grammy. Além da carreira como intérprete, também atua como compositor.
SERVIÇO
Filarmônica de Berlim
Kirill Petrenko, regente
Daniil Trifonov, piano
Quando: 18 de outubro, domingo, às 18h / 19 de outubro, segunda-feira, às 20h30
Onde: Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16, Luz)
Duração: 100 minutos aproximadamente
Ingressos: as vendas serão realizadas em lotes, a partir de abril, primeiramente para assinantes, doadores e patrocinadores de ambas as instituições (TUCCA e Fundação Osesp) / em maio, iniciam-se as vendas avulsas, já sendo possível se cadastrar na lista de espera através dos seguintes canais > 11 94722-5643 (Whatsapp) e vendas@tucca.org.br
Últimos ingressos – John Malkovich na Sala São Paulo
Ainda restam alguns poucos ingressos (de R$ 350,00 a R$ 550,00, à venda aqui) para um dos espetáculos mais aguardados da temporada TUCCA 2026. O ator John Malkovich e a pianista Anastasya Terenkova em The Infamous Ramírez Hoffmann.
As apresentações acontecem nos dias 31 de março e 1º de abril, às 20h30, na Sala São Paulo. A montagem, que também será apresentada no Rio de Janeiro em 29 de março, é o destaque da temporada da TUCCA e chega ao Brasil após circular por importantes salas e festivais da Europa.
Baseado no último capítulo de A Literatura Nazi nas Américas (1996), de Roberto Bolaño, o concerto literomusical constrói a trajetória ficcional de Carlos Ramírez Hoffman, poeta e aviador ligado ao regime chileno pós-1973. A narrativa expõe um personagem que defende a supremacia da estética sobre qualquer valor humano, em um enredo que expõe o embate entre arte, violência e responsabilidade histórica.
No palco, John Malkovich assume o papel de narrador, conduzindo o público por essa biografia imaginária com a precisão e o distanciamento irônico que marcam boa parte de sua carreira. A ele se unem Anastasya Terenkova (piano), Andrej Bielow (violino) e Fabrizio Colombo (bandoneón). A trilha combina obras de Astor Piazzolla, Alfred Schnittke, Leonid Desyatnikov, Antonio Vivaldi, Giovanni Sollima, Sergey Akhunov, Alberto Iglesias, entre outros, criando um diálogo sonoro que amplia a tensão psicológica do texto.
Foto: Stephan Rabold.






