No dia 07 de julho, o Terça Lírica fará uma edição especial comemorativa aos 25 anos de carreira do tenor gaúcho Flávio Leite, curador do projeto e presidente da Companhia de Ópera do RS (CORS). Em dueto com o pianista Patrick Menuzzi, Flávio interpretará um repertório de canções e árias de óperas de compositores pertencentes à comunidade LGBTQIAPN+, desafiando normas e usando a arte para refletir, defender os direitos e a visibilidade da comunidade. Entre eles estão: Francis Poulenc (1899-1963), Benjamin Britten (1913-1976), Samuel Barber (1910-1981), Carlos Guastavino (1912-2000), Reynaldo Hahn (1874-1947) e Leonard Bernstein (1918-1990). “Esses compositores deixaram um legado monumental, desde histórias de amor veladas nas entrelinhas das partituras até óperas modernas e contemporâneas que celebram a diversidade, transformando suas vivências afetivas em obras extraordinárias”, destaca Flávio.

Pós-graduado pelo Conservatório Superior del Liceu, em Barcelona, e mestre em Música pela UFRJ, Flávio Leite acumula até o momento 65 personagens em óperas apresentadas nos principais palcos do país, como Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Theatro Municipal de São Paulo, Palácio das Artes de Belo Horizonte, Theatro Amazonas e Theatro da Paz. Seu repertório vai do Barroco à música contemporânea em oito idiomas, com especial atenção às obras do século XX e óperas brasileiras contemporâneas. Participou da estreia de 16 novos títulos, além de ampla atuação como camerista e solista de dezenas de obras sinfônicas.
Como diretor cênico, foi responsável por concepções e montagens das óperas La Traviata, La Bohème, Turandot, Gianni Schicchi, Cavalleria Rusticana, Pagliacci, O Acordo Perfeito, O Morcego, Rita, O Telefone, O Segredo de Susanna, Il Maestro di Musica e Il Maestro di Cappella.
Flávio Leite é também presidente e um dos fundadores da CORS, projeto que revolucionou o mercado da ópera no sul do Brasil há quatro anos. No ano passado, venceu o Prêmio Concerto 2025, pelo voto do público, na categoria Inovação.
Intitulado O Amor que não ousa dizer seu nome, o nome do espetáculo foi inspirado na célebre citação do escritor irlandês Oscar Wilde (1854–1900) em seu julgamento, na Inglaterra do século XIX. A frase estava no romance Dois Amantes, de Lord Alfred Douglas, amante de Wilde, que foi processado pelo pai de Douglas. Ele a usou para responder ao promotor do seu caso, no qual acabou condenado e preso em 06 de abril de 1895 por “cometer atos imorais com diversos rapazes”, em consequência de uma acusação feita pelo 9º Marquês de Queensberry, John Douglas.
O Amor que não ousa dizer seu nome contará com uma dramaturgia cênica criada especialmente para a ocasião, da premiada diretora gaúcha Camila Bauer, e as participações especiais do bailarino Maurício Miranda, do ator e drag queen Nilton Gaffrée Jr/Cassandra Calabouço, da performer Fayola Ferreira e com iluminação de Anne Plein. Todos os artistas envolvidos fazem parte da comunidade LGBTQIAPN+.
SERVIÇO
Terça Lírica Especial – O Amor que não ousa dizer seu nome
Quando: 07 de julho, terça-feira, às 19h
Onde: Palácio da Justiça (Praça Mal. Deodoro, 55, Centro Histórico, Porto Alegre)
Ingressos: entrada franca
Foto principal: Vitória Proença.

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