Após o grande sucesso em 2025, com sessões esgotadas, Carmina Burana, de Carl Orff, retorna ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com o Coro e a Orquestra Sinfônica da casa, reunindo um elenco de mais de 300 profissionais. São cantores, atores, bailarinos e artistas de diversas modalidades como vogue, burlesco, pole dance, breakdance, passinho, arte drag e até passistas, além de 230 figurinos. A remontagem, que abre a temporada lírica do TMRJ, é apresentada em formato de ópera-balé e, marcada por estéticas contrastantes, aposta em uma leitura cênica contemporânea da obra. Com coreografias, concepção e direção cênica de Bruno Fernandes e Mateus Dutra, figurinos de Desirée Bastos, o espetáculo conta com direção musical e regência do maestro chileno Victor Hugo Toro. As apresentações acontecem nos dias 08, 09, 10 e 11 de abril, às 19h, e no dia 12, às 17h.
“’Carmina Burana’ está de volta ao palco do Municipal na temporada de 2026, atendendo ao pedido do nosso público. Sair do óbvio foi a escolha mais acertada dos diretores cênicos, especialmente por colocar nos holofotes tanta diversidade em um único espetáculo. Com o patrocínio oficial da Petrobras, estamos com tudo pronto para recebê-los aqui”, destaca Clara Paulino, presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
“Sendo ‘Carmina Burana’ originalmente uma cantata cênica, mas normalmente apresentada em forma de concerto ou coreografada para balé, a nossa montagem apresenta características praticamente inéditas: foi construído um enredo que faz a ligação entre os diversos poemas que compõem a obra, formando um espetáculo de estrutura contínua, com participação cênica tanto do coro como dos solistas, além de bailarinos e artistas das mais diversas especialidades e procedências. Não seria inadequado dizer que estamos apresentando a ‘Carmina Burana’ em formato de ópera-balé”, diz Eric Herrero, diretor artístico da Fundação Teatro Municipal.
“Eu estou muito feliz em retornar ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, não só porque eu tenho um belíssimo relacionamento artístico e profissional com os corpos artísticos, mas também porque tenho esta oportunidade de remontar e apresentar novamente o espetáculo ‘Carmina Burana’. Lembro muito bem como estava lotada a casa, como o público foi ao delírio em cada uma das apresentações que fizemos no ano passado. E fico muito feliz em poder, novamente, apresentar este espetáculo com mais récitas do que em 2025. Tenho certeza que os ingressos vão esgotar e que será uma grande experiência artística”, celebra o maestro Victor Hugo Toro.
A primeira parte, Primo Vere, que celebra a chegada da primavera e o despertar da natureza, tem a sua estética inspirada nos retábulos do flamengo primitivo, em especial na obra de Hieronymus Bosch, O Jardim das Delícias. A segunda metade do espetáculo, In Taberna e Cours D’Amour, transporta a ação para o cenário de uma boate contemporânea. Esta ambientação oferece uma visão satírica de um mundo hedonista e da frustração amorosa que acompanha as relações. O ponto de maior destaque da produção, nesta parte, é a integração de diversas linguagens de movimento. Em cena, haverá também o uso da pintura do Museu Nacional de Belas Artes, A Noite, de Pedro Américo, acompanhada dos gênios do estudo e do amor (1883). E na versão de 2026, uma imagem da artista carioca Marcela Cantuária faz parte do projeto.
Carmina Burana

A obra de Carl Orff é uma coleção de poemas que constituem um manuscrito do século XIII, encontrado no Mosteiro de Benediktbeuern, na Bavária. A cantata aborda temas como o amor, a fortuna, a natureza e a vida cotidiana, refletindo a cultura e as preocupações da época. São desconhecidos os autores desses poemas, que se encontram escritos em latim medieval e em diversos vernáculos, incluindo o alemão, o inglês, o francês e o provençal.
Carmina Burana estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em dezembro de 1994, com o Coro e a Orquestra da casa, sob a regência do maestro David Machado. Em julho de 2000, o inglês Lionel Friend regeu a cantata, seguido pelo maestro André Cardoso. Em 2002, Cardoso e Sílvio Barbato comandaram a Orquestra e o Coro do Municipal. Em novembro de 2010, foi a vez do maestro Silvio Viegas. Em 2013, pela primeira vez, foi encenada com o Ballet do Theatro e coreografia de Mauricio Wainrot. Sua última apresentação havia sido em 15 de junho de 2017, com o regente Tobias Volkmann. Em 2025, uma nova versão foi apresentada no palco principal com Coro e Orquestra do Theatro, a participação do balé e artistas diversos.
PROGRAMA
Carmina Burana
Cantata cênica de Carl Orff
Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal
Direção musical e regência: Victor Hugo Toro
Direção cênica, concepção e coreografias: Bruno Fernandes e Mateus Dutra
Direção de arte: Matheus Simões
Cenografia: Bruno Fernandes e Matheus Simões
Figurinos: Desirée Bastos
Iluminação: Jonas Soares
Visagismo: Antônio Ulysses
Design gráfico: Carla Marins
Atores e bailarinos convidados (solistas:Tiago Tononi, Glayson Mendes, Manuela Roçado e Tabata Salles)
Adereços: Renan Garcia, Taísa Magalhães e Penha Maria Lima, Raquel de Loiola, Lorena Couto, Nalanda Rodrigues, Jasmine Lara
Elenco principal:
Dias 08, 10 e 12/04
A Noite – Michele Menezes, soprano
O Cisne – Guilherme Moreira, tenor
O Louco – Santiago Villalba, barítono
Dias 09 e 11/04
A Noite – Loren Vandal, soprano
O Cisne – Herbert Campos, tenor
O Louco – Johnny França, barítono
SERVIÇO

Quando: 08, 09, 10 e 11 de abril, às 19h / 12 de abril, às 17h
Onde: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/n, Centro)
Classificação: 16 anos
Ingressos: Frisas e Camarotes > R$ 90 (ingresso individual) / Plateia e Balcão Nobre > R$ 80 / Balcão Superior (Central e Lateral) > R$ 50 / Galeria (Central e Lateral) > R$ 20 / ingressos à venda por meio do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do TMRJ
Antes de cada récita, haverá uma palestra gratuita sobre a obra e suas curiosidades, com a presença de um intérprete de libras.
Fotos: Daniel Ebendinger (apresentações de 2025).






