Junho no TMSP

A programação do mês de junho reúne diversos eventos, além da estreia de duas coreografias pelo Balé da Cidade de São Paulo, como os concertos Quarteto convida Quaternaglia; Missa Afro Sambas com o Coral Paulistano; a Orquestra Experimental de Repertório apresenta Assad, Ripke e Stravinsky, e Diálogos: Bologne, Mozart e Haydn com o Quarteto de Cordas da Cidade. A agenda apresenta ao público encontros inéditos, estreias mundiais, grandes nomes da música clássica e criações contemporâneas, reafirmando a diversidade artística do Theatro Municipal.

O concerto Quarteto convida Quaternaglia abre o mês no dia 11, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. O Quarteto de Cordas da Cidade recebe o grupo Quaternaglia, juntos pela primeira vez no palco, apresentando os repertórios próprios, em formações ampliadas para obras e arranjos encomendados a Alexandre Guerra e a Sergio Molina. Os ingressos custam R$ 50, a classificação é livre, e a duração é de 60 minutos, sem intervalo.

Em uma celebração ao encontro entre Catolicismo, Umbanda e os ritmos do Brasil, o Coral Paulistano apresenta Missa Afro Sambas, sob a regência de Maíra Ferreira. As apresentações acontecem nos dias 12 (sexta-feira, às 20h) e 13 (sábado, às 11h) na Sala de Espetáculos. Os ingressos custam R$ 50, a classificação é livre, e a duração, de 85 minutos, com intervalo.

O repertório destaca o sincretismo religioso brasileiro ao reunir a Missa Afro-brasileira de Batuque e Acalanto, de Carlos Alberto Pinto Fonseca, e os Afro-sambas: I. Lamento de Exu, II. Canto de Xangô, III. Canto de Ossanha (1º interlúdio), IV. Tristeza e Solidão, V. Bocoxê, VI. Canto de Ossanha (2º interlúdio) e VII. Canto de Iemanjá, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, um marco da música brasileira que valoriza as tradições de matrizes africanas. Com as participações da flautista Morgana Moreno, do claronista Alexandre Ribeiro, do contrabaixista Sidiel Vieira, do violinista Marlo Júlio e dos percussionistas Gabi Guedes, Pedro Pita e Xeina Barros. Demais solistas a serem anunciados.

No domingo, 14, às 11h, acontece o concerto Orquestra Experimental de Repertório apresenta Assad, Ripke e Stravinsky, sob regência de Wagner Polistchuk e participação da soprano Larissa Lacerda. Além da estreia mundial de Bonecas de Olívia, de Juliana Ripke, encomendada pelo Theatro Municipal, o repertório tem Bonecos de Olinda, de Clarice Assad, e o clássico Petrushka, de Igor Stravinsky. Os ingressos variam de R$ 13 a R$ 50, a classificação é livre, e a duração é de 60 minutos, sem intervalo.

Entre os dias 20 e 28, com o Balé da Cidade de São Paulo apresenta duas estreias, CORO UMBRAL, da coreógrafa colombiana Andrea Peña e até que se abra tudo, da brasileira Michelle Moura. As apresentações acontecem nos dias 20, sábado, e 21, domingo, às 17h; 25, quinta-feira, e 26, sexta-feira, às 20h, 27, sábado, e 28, domingo, às 17h, sempre na Sala de Espetáculos. Os ingressos custam de R$ 13 a R$ 100, a classificação é de 16 anos, e a duração, aproximadamente 90 minutos, com intervalo.

CORO UMBRAL (foto: Larissa Paz)

CORO UMBRAL tem direção e concepção de Andrea Peña, e coreografia de Andrea Peña em colaboração com o elenco do Balé da Cidade, e com assistência de coreografia de Rebecca Margolick. A trilha sonora é assinada por Rodolfo Rueda (CIBER1A) e Coppélia LaRoche-Francoeur. A iluminação é de Caetano Vilela, com assistência de Nicolas Marchi, cenografia de Jonas Soares, adereço de cenografia de Victor Ley, costura de cenário de Enrique Casas, figurinos de Marina Dalgalarrondo, assistência de figurino de Gabrielle Gobetti e perucaria de Malonna.

Andrea Peña é uma artista multidisciplinar, nascida na Colômbia e radicada em Montreal, que articula coreografia, design e arte instalativa. Fundadora e diretora artística da Andrea Peña & Artists (2014), desenvolve uma prática que investiga interseções entre corpos, materialidades e singularidades em contextos performativos, marcada por sua herança indígena e formação em design industrial e moda. Suas criações constroem ambientes imersivos que exploram vulnerabilidade, resiliência e transformação, promovendo um espaço colaborativo e de pesquisa que reúne dançarinos e designers em obras que rompem estéticas tradicionais, incorporam hibridez e fazem do palco um território de imaginação radical.

até que se abra tudo tem direção, concepção e coreografia de Michelle Moura, dramaturgia de Maikon K e assistência de coreografia de Clarissa Rêgo. A trilha sonora e execução ao vivo ficam a cargo de Kaj Duncan. O design de luz é assinado por Mirella Brandi, os figurinos por Thales Cristovão, e o acompanhamento de luz por Giorgia Tolaini.

Michelle Moura, bailarina e coreógrafa brasileira radicada em Berlim, começou a sua formação em dança na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), continuou no CNDC d’Angers (França) e Das Choreography (Holanda). Em suas coreografias gosta de explorar o grotesco, especialmente por deslocar representações ligadas à ideia de feminino e humano. É assim que, em suas obras, dá espaço a uma performatividade do “estranho”. Um estranhamento que também se faz presente na composição coreográfica: repetições e distorções geram vertigens formais, em que gestos mínimos são testados até o seu limite. O estranho se instaura, assim, como lugar de contaminações e encontros impuros, zona de interrogação para os sentidos.

No dia 25, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, o Quarteto de Cordas retorna com Diálogos: Bologne, Mozart e Haydn, trazendo obras que dialogam com a consolidação do quarteto de cordas no período clássico. O repertório inclui composições de Joseph Bologne, Chevalier de Saint-Georges, além de Haydn e Mozart.


Foto principal: STIG.


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