OSB Jovem leva “Paisagens Musicais do Século XIX” ao TMRJ
No dia 24 de agosto, a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem sobe ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência do seu titular, Anderson Alves, com o concerto Paisagens Musicais do Século XIX, dando destaque a três grandes compositores que transformaram as tradições e as paisagens dos seus países em obras marcantes do repertório sinfônico: Jean Sibelius, Edvard Grieg e Antonín Dvořák.
A primeira versão do poema sinfônico Finlândia data de 1899. Àquela altura, Jean Sibelius já era considerado o maior compositor nacional pelos seus compatriotas. A obra, que foi escrita especialmente para um protesto contra a censura do império russo, mostrou-se um êxito imediato, o que levou o seu autor a revisar a partitura, atribuindo-lhe o nome pelo qual ela é hoje conhecida. Graças aos esforços da Filarmônica de Helsinque, que apresentou a composição em sua primeira turnê internacional, Finlândia conquistou o mundo, projetando o nome de Sibelius globalmente. Partindo de um pesado e soturno gesto inicial, e culminando em um finale portentoso, o conteúdo musical deste poema sinfônico oferece uma experiência sonora que, embora breve, abarca a jornada emocional de uma vida inteira.
Embora não tenham sido chamadas assim pelo compositor, as Danças Sinfônicas de Edvard Grieg formam, em essência, um conjunto de peças folclóricas. Escritas originalmente para piano a quatro mãos, e depois arranjadas em exuberante versão orquestral, elas se inspiram na coletânea de material tradicional da Noruega, compilada por Ludvig Mathias Lindeman. Das quatro danças que integram o ciclo, duas serão ouvidas neste concerto: a primeira, assinalada Allegretto moderato e marcato, é festiva e evoca o halling, dança popular de saltos e chutes no ar, cujo caráter acrobático se reflete no forte pulso rítmico da música. Já a quarta é a mais portentosa do conjunto e tem início com uma abertura dramática, na qual se ouve uma marcha que lembra En Saga, de Jean Sibelius, enquanto a parte central traz uma melodia derivada de uma canção matrimonial da região de Valdres.
Dvořák já era um compositor de sucesso quando recebeu da Philharmonic Society, de Londres, a encomenda da sua Sétima Sinfonia. Foi essa mesma instituição que encomendou de Beethoven a celebrada Nona, e a solicitação, evidentemente, não veio sem peso e altas expectativas: em carta a um amigo, o compositor confessou que almejava “comover o mundo” com essa sinfonia, feito que ele certamente logrou. Concluída em cerca de três meses, a partitura alia rigor formal e vigor expressivo, e nela os elementos folclóricos tchecos, tantas vezes associados à alegria em sua música, aparecem tingidos de certa melancolia.
Um dos mais relevantes projetos de iniciação profissional em música sinfônica do país, a OSB Jovem oferece uma formação ampla. Entre as atividades estão mentoria de carreira com músicos experientes, oficinas de editoração de partituras, ações de apreciação musical e conteúdos voltados à gestão cultural, além da realização de uma temporada artística própria.
PROGRAMA
Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem
Paisagens Musicais do Século XIX
Anderson Alves, regência
Jean Sibelius
Finlandia
Edvard Grieg
Danças Sinfônicas nº 1 e nº 4
INTERVALO
Antonín Dvořák
Sinfonia nº 7, Op. 70
SERVIÇO
Quando: 24 de agosto, segunda-feira, às 19h
Onde: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/n, Centro)
Ingressos: entrada gratuita
Foto: divulgação.

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