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“Don Carlo”, de Verdi, volta ao Municipal de São Paulo após 22 anos

Após 22 anos, Don Carlo, uma das obras-primas de Giuseppe Verdi, retorna ao palco do Theatro Municipal de São Paulo em nova montagem. A grand opéra em cinco atos, baseada na peça de Friedrich Schiller, adaptada para o italiano por Achille de Lauzières e Angelo Zanardini, será apresentada entre os dias 18 e 26 de setembro, sob a regência de Roberto Minczuk e com encenação de Caetano Vilela. A obra aborda temas como poder, religião, liberdade e conflitos familiares em uma narrativa marcada por intensa dramaticidade.

A montagem reúne a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal, além de um elenco de destaque internacional. A direção cênica e a iluminação são assinadas por Caetano Vilela, reconhecido por seu trabalho em óperas e espetáculos musicais e premiado por sua contribuição à iluminação cênica, que será acompanhado de Ronaldo Zero como assistente de direção. Com cenografia de Duda Arruk e figurinos de Fabio Namatame, a produção contará ainda com o visagismo de Simone Momo e Hernán Sánchez Arteaga na preparação do Coro Lírico Municipal.

As apresentações acontecem nos dias 18, 19, 20, 22, 23, 25 e 26 de setembro, às 19h durante a semana, e às 17h aos sábados e domingos. Os ingressos custam de R$ 47 a R$ 290, a classificação é de 12 anos, e a duração, de 4 horas e 30 minutos, com dois intervalos.

“Não é a primeira vez que trabalho com essa ópera, iluminei uma produção dirigida por Alejandro Chacon em 2012 na cidade de Bogotá”, explica Caetano Vilela. “Agora como diretor, o meu olhar é outro, como já conhecia o libreto, minha primeira abordagem foi na peça de Schiller (‘D. Carlos, Infante da Espanha’), que é essencialmente um teatro de ideias, mais político do que Verdi propõe para a ópera – que concentra o libreto nas consequências da paixão entre Carlo e Elisabetta”, pontua.

Sobre a sua montagem, Caetano diz que partiu de diversas ideias da peça de Schiller para criar um dispositivo cênico marcado pelo expressionismo e no alto contraste. “Foi a peça que me deu a ideia da concepção visual da ópera; um espaço onde paira um clima de opressão cercado por paredes pintadas num estilo expressionista abstrato que remetem à tradição do ‘action painting’ – especialmente pela escala monumental e pelo gesto corporal envolvido na execução de alto contraste (preto, branco e cinza). No conjunto monocromático, as formas sugerem uma paisagem abstrata, mas elas ganham diferentes sentidos com a iluminação que a transforma a cada mudança de ambiente”, explica.

Os intérpretes, nos dias 18, 20, 23, 26, serão Atalla Ayan como Don Carlo; Ailyn Pérez como Elisabetta di Valois; Luiz-Ottavio Faria como Filippo II; Ana Lucia Benedetti como Princesa Eboli; Paulo Szot como Marquês de Posa; Soloman Howard como O grande Inquisidor; Savio Sperandio como um Frade; Isabella Luchi como Tebaldo; e Raquel Paulin como uma Voz do Céu.

Já nos dias 19, 22 e 25, Matheus Pompeu interpreta Don Carlo; Ludmilla Bauerfeldt será Elisabetta de Valois; Savio Sperandio vive Filippo II; Juliana Taino interpreta a Princesa Eboli; Michel de Souza será o Marquês de Posa; Valeriano Lanchas como O grande Inquisidor; Sérgio Righini, um Frade; Nubia Eunice, Tebaldo; e Lívia Berrêdo, uma Voz do Céu. E, em todas datas, Eduardo Goes será o Conde de Lerma, e Carlos Eduardo Santos, um Arauto.


Don Carlo
Ópera em cinco atos de Giuseppe Verdi, com libreto de Méry e Camille du Locle, baseada na peça Don Carlos, de Friedrich Schiller

Orquestra Sinfônica Municipal
Coro Lírico Municipal

Regência: Roberto Minczuk
Encenação e iluminação: Caetano Vilela
Cenografia: Duda Arruk
Criação e produção de figurinos: Fabio Namatame
Visagismo: Simone Momo
Assistente de direção: Ronaldo Zero

Elenco:

Dias 18, 20, 23 e 26

Don Carlo: Atalla Ayan, tenor
Elisabetta di Valois: Ailyn Pérez, soprano
Filippo II: Luiz-Ottavio Faria, baixo
Princesa Eboli: Ana Lucia Benedetti, mezzosoprano
Rodrigo, Marquês de Posa: Paulo Szot, barítono
O Grande Inquisidor: Soloman Howard, baixo
Um frade: Savio Sperandio, baixo
Tebaldo: Isabella Luchi, soprano
Uma voz do Céu: Raquel Paulin, soprano
 

Dias 19, 22 e 25

Don Carlo: Matheus Pompeu, tenor
Elisabetta di Valois: Ludmilla Bauerfeldt, soprano
Filippo II: Savio Sperandio, baixo
Princesa Eboli: Juliana Taino, mezzosoprano
Rodrigo, Marquês de Posa: Michel de Souza, barítono
O Grande Inquisidor: Valeriano Lanchas, baixo
Um frade: Sérgio Righini, baixo
Tebaldo: Nubia Eunice, soprano
Uma voz do Céu: Lívia Berrêdo, soprano

Todas as datas

Conde de Lerma: Eduardo Góes
Um arauto: Carlos Eduardo Santos
Condessa de Aremberg: Patrícia Vilela

Elenco de apoio: Alessandra Helena, Antônio Bénega, Cristiano Belarmino, Diego Machado, Eduardo Martins, Gabriel Ducati, José Geraldo, Leila Bass, Nill de Pádua, Rodrigo Manzelli, Roni Máximo, Vini DaVinci, Wanderley Salgado e Washington Lins


SERVIÇO

Récitas:
18 de setembro, sexta-feira, às 19h
19 de setembro, sábado, às 17h
20 de setembro, domingo, às 17h
22 de setembro, terça-feira, às 19h
23 de setembro, quarta-feira, às 19h
25 de setembro, sexta-feira, às 19h
26 de setembro, sábado, às 17h

Onde: Theatro Muncipal de São Paulo
Ingressos: de R$ 47,00 a R$ 290,00 (inteira)
Duração: aproximadamente 4h30 (com dois intervalos)
Classificação: não recomendado para menores de 14 anos – pode conter histórias com agressão física média, consumo de drogas explícito e insinuação de sexo moderada


Foto: montagem de divulgação (a partir da esquerda, Caetano Vilela, Ailyn Pérez e Atalla Ayan).


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