Conforme anunciado para a programação 2026, o Theatro Municipal de São Paulo apresenta, entre os dias 22 de julho e 02 de agosto, a ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner. A produção reúne a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal, sob direção musical de Roberto Minczuk. A direção cênica, que anteriormente seria de Daniela Thomas, passa a ser do diretor brasileiro Allex Aguilera, que traz a montagem realizada no Teatro de la Maestranza, em Sevilha.
Descrita pelo próprio Wagner como o trabalho mais audacioso da sua carreira, a obra representa um marco na história da música ocidental ao expandir os limites da tonalidade e da harmonia tradicional. Seu célebre “acorde de Tristão”, apresentado logo no prelúdio, tornou-se símbolo das transformações que influenciaram profundamente a música dos séculos seguintes.
Baseada na versão de Gottfried von Strassburg para um dos mais conhecidos mitos medievais, e inspirada pela filosofia de Arthur Schopenhauer, a trama acompanha a paixão avassaladora entre Tristão e Isolda, desencadeada pela ingestão acidental de uma poção de amor. O relacionamento proibido entre os dois culmina em um desfecho trágico, marcado pela célebre ária final Liebestod, um dos momentos mais emblemáticos da história da música.
O elenco conta, alternadamente, com os tenores Simon O’Neill e Michael Weinius no papel de Tristão, e as sopranos Annemarie Kremer e Eiko Senda como Isolda. Completam o elenco Leonardo Neiva (Kurwenal), Denise de Freitas (Brangäne), Hernan Iturralde (Rei Marke), Paulo Queiroz (Marinheiro) e Jessé Vieira (Timoneiro).
Foto: Roberto Alcain (da montagem original no Teatro de la Maestranza, de Sevilha).
Texto enviado pelo TMSP.

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